Ó meu querido MAC, quem é vivo sempre aparece. Saca aí de uma “xixa” de maçã, senta-te aqui ao lado porque desta vez eu conto e tu vais confirmando porque aquilo que vou relatar a seguir contou com a tua sempre simpática presença. Cá vai meus caros, cá vai…

De algumas histórias rocambolescas, “alembrei-me” de contar hoje uma que até é bem recente mas que confirma a velha máxima de que “quando pensamos que já estamos mal muita coisa mais acontece para piorar a situação”.

A nossa equipa de futsal dirigiu-se a Lugo ( uma vez mais ) em Janeiro passado para participar no célebre “Torneo Internacional de Futbol Sala de Base “ com alguns gigantes da modalidade ( Interviú, Playas de Castellon, Azkar Lugo, Las Rosas, etc, etc… ). Convidados pela organização lá nos “enfiaram” num hotelzito próximo da cidade e á falta de transporte ( porque o clube não está pra modas e folclores ) lá cravamos o nosso amigo Presidente da Junta que simpaticamente, como sempre, lá desenrascou a coisa.

Seguimos então numa fria manhã de 6ª feira num “picolo” autocarro de 24 lugares rumo a Norte, direcção da Galiza. Com todo o grupo bem disposto e tranquilo, lá estava eu meio “desconfiado” da fiabilidade da máquina. Quatro horitas depois lá chegamos, “assentamos arraiais” no nosso quartel general e lá começamos a competição ( que podia ter corrido bem melhor não fosse a aselhice já conhecida dos nossos futsalistas / futebolistas – joga-se muito – muito mesmo e marca-se muito pouco…).

Pelo meio, foi engraçado ver “determinados” episódios : Piratas em tronco nú e calções pelos corredores do hotel de bandeira nacional enrolada na cabeça á caça de “Espanhóis” e a fugir dos recepcionistas, jogadores a tentar falar Espanhol para desenrascar mais um ou dois pratos de “tacho”( “…pescado ó carne ? – perguntava a mulher/ “…massa e cheio” – respondia um artista de prato na mão a pedir reforço pela 3ª vez( hahahaha ), assistir aos inúmeros torneios de futebol do pessoal viciado em computadores, participar nas jogatanas do staff do mais estranho Poker que alguma vez vi, fazer umas incursões nocturnas á “cata” da santa sangria e da "movida" em carros conduzidos por adjuntos suicidas a uma velocidade estonteante com pára-brisas totalmente embaciado e com a agravante de com o nevoeiro não se ver um palmo á frente do nariz, entrar de surpresa numa das “habitaciones de los niños” e ver os “amontoados” de jogadores que abdicavam do ”conforto” dos seus quartos para dormirem mais ou menos como as “ninhadas fazem” tal o espírito de grupo ( era gajos no chão, na casa-de-banho, debaixo da cama, 3 e 4 em camas individuais todos enrolados – uma verdadeira equipa - hehehe !!! ) ou então perguntar por um dos directores que meia volta desaparecia ( ó Mauricio desculpa lá mas tinha que “botar” cá para fora ) e não ser de todo possível encontrá-lo nas instalações do hotel a não ser no seu quarto a ver um daqueles canais que a gente sabe… amigos, contado ninguém acredita, esta é de facto uma equipa “sui generis”.

Seja como for, e com as coisas a complicarem-se no plano desportivo surge a machadada que faltava. Aquando da permanência no Hotel ou na Cidade Universitária ( ao fim de 5 minutos em Lugo o nosso amigo e também campeão Vitor já tinha oferecido porrada a 2 jogadores do Playas ) ( hehehe ) onde nos providenciavam as refeições e á chegada ao Palácio de Desportos de Lugo, as equipas mais importantes fizeram questão de se apresentar com os seus autocarros oficias ( 2 andares, carregados de publicidade, enormes, com as melhores condições no interior, etc… - tudo á grande ), e o Boavista FC aparece de mini-bus – só nós é que estávamos bem…hehehe. Mas o grande problema não foi esse. Não é que o raio da máquina decide avariar á porta do Hotel ? Lá fomos nós de boleia ( agradecidos aos amigos do Las Rosas Boadilla ) para o pavilhão, para mais um jogo da primeira fase. Pior ainda, no dia seguinte, à hora do regresso decidi conversar com o motorista do “autopullman” e questioná-lo bem ao jeito “tripeiro” : “…ó migo, tem a certeza que isto chega a Portugal ??? Não é melhor mandar vir outro ???” ( hahahaha ). O homem lá me disse que “em principio” estava resolvido e que não teríamos problema. Pois sim, uns quantos quilómetros de viagem e eis que é preciso meter combustível. Parar paramos e arrancar outra vez ???? Estava o caldo entornado. Toca a saltar fora da viatura e eis que uma equipa do Boavista, em todo o seu esplendor começa a empurrar o raio do autocarro bomba e estrada “a fora” para não ficarmos mesmo por ali. Amigos, só visto, só visto… Mas lá chegamos com um par de boas histórias para contar, como estas que aqui partilho convosco. Agora já chega de conversa que o chazinho “Andaluz” já arrefeceu e eu quero deliciar-me com este perfume em forma de liquido que vai “afagar” a minha garganta.
Confirma lá ó Bruno que a coisa não foi hilariante…